Uma técnica que vêm sendo utilizada para corrigir problemas nas chamadas partes moles dos pés e tornozelos nos últimos tempos é a cirurgia percutânea. Por ser minimamente invasiva, ela apresenta menor risco de infecções, trauma e dor no pós-operatório.


No Brasil, ela é realizada há aproximadamente dez anos e vem apresentando uma taxa de sucesso em torno de 90% a 95%. Segundo o ortopedista Marco Makoto Inagaki, do Instituto de Vídeo-artroscopia, Ortopedia e Traumatologia de Londrina, especialista em cirurgia do pé e tornozelo e ortopedia pediátrica, esse tipo de procedimento é indicado para correção de deformidades de dedos menores, pé chato ou cavo, joanete e outros problemas na região. “É uma técnica muito interessante e eficiente, que permite ao médico fazer intervenções nas partes moles e ósseas do pé e com o mínimo trauma e cortes. Na maioria dos casos, o paciente volta andando para casa”, afirmou.


A cirurgia é feita por meio de mini incisões de 3 a 5 mm, com anestesia local e sem necessidade de fixar a região com placas, parafusos ou mesmo gesso. “É uma cirurgia minimamente invasiva e isso é muito interessante, pois ela agride menos a região operada, não exige internação do paciente para recuperação, tem um pós-operatório bem menos doloroso e muito mais rápido. Claro que há algumas restrições na rotina nos dias que procedem a operação, mas o paciente, certamente, retomará com rapidez suas atividades diárias”, explicou Makoto.